CHOQUE CULTURAL APRESENTA:

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Zezão é um ícone da nova arte paulistana. Mestre intuitivo, transforma seus handcaps em armas letais. Explora as mais profundas questões da arte contemporânea sem malabarismos teóricos, mas com muita presença de espírito e coragem pra enfrentá-las de frente. Sua arte é instalação, site-specific, performance, pintura, caligrafia, fotografia, video, é abstrata, conceitual, estética, política e, principalmente, pop. Zezão é um fenômeno urbano. Encontrou todo um mundo subterrâneo escondido embaixo da metrópole paulista. Conhece as entranhas da cidade e assina sua caligrafia fantástica em cenários inimagináveis, perdidos entre becos, escombros e destroços urbanos. É, também, um excelente pintor e mostra suas novas psicodelias nessa exposição.

Carla Barth é uma escultora de primeira e brinca com essa história atual dos toy art.Suas esculturas de papier-mâché, técnica que explora com maestria, contrapõe a imponência das estátuas à fragilidade dos brinquedos. O brinquedo, a boneca, em toda sua dimensão lúdica, torna-se um importante instrumento expressivo nas mãos da artista. Carla criou um mundo fantástico, de atmosfera psicodélica, com personagens que carregam, ao mesmo tempo o mistério dos seres mitológicos e a simpatia dos desenhos infantis. Sua estatuária é “fofinha”, mas também poderosa e agressiva, tosca e vibrante. Algo entre Niki de Saint-Phalle e Jean Michel Basquiat…

Jotapê é um desenhista nato. Além disso, um retratista nato! Com seus vinte anos conquistou importante posição, como ilustrador semanal do estado de São Paulo, colaborando com a colunista Chris Mello, retratando a sociedade cult paulistana. Jotapê é tatuador, neto de Aldemir Martins, estuda com Rubens Matuck, mas sua proposta pra essa exposição não é mostrar um trabalho maduro e denso… e, sim, brincar com a idéia (já meio esquecida) do retrato comissionado. Jotapê transformará a sua sala em estúdio de retratos e aceitará encomendas dos clientes! Caricaturas, flashes (desenhos feitos para tatuagem), aquarelas e linóleo são alguns dos formatos preferidos pelo artista.

Pjota é o mais jovem artista da Choque… 19 anos e muita energia criativa. Faz parte de uma geração que desenha compulsivamente. Hoje, o desenho tem aparecido novamente, como importante elemento aglutinador de talentos! A Choque tem o prazer de apresentar um expoente dessa geração. O graffiti gerou toda uma geração interessantíssima de pintores que têm em torno de seus trinta anos. Aprenderam a pintura no exercício do muralismo, inventando o spray sobre parede. O que mais nos entusiasma na novíssima geração dos artistas de vinte e poucos anos, é a paixão pelo traço e gosto por uma estética mais delicada e sutil.

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