Evoke Art # Baixo Ribeiro e a Street Art no Brasil

Foto: Raquel Ribeiro

O Brasil é um celeiro de street art e foi nos anos 2000 que virou um grande exportador de talentos. Nomes como Osgemeos, Nunca, Nina Pandolfo, Speto, Zezão, Binho Ribeiro e Crânio levaram a street art brasileira para o mundo e colocaram o Brasil na mira de galeristas e muitos amantes das artes plásticas.

Além dos artistas, a galeria Choque Cultural – fundada em 2004 em São Paulo – foi peça fundamental para a disseminação e popularização dessa arte essencialmente contracultural e marginal. Baixo Ribeiro, um dos criadores da galeria (junto a Mariana Pabst Martins), é curador de artes visuais e ativista urbano.

Já faz mais de 15 anos que a street art nacional saiu dos muros para as galerias. Baixo Ribeiro deixa aqui suas impressões sobre como anda essa cena atualmente e conta sobre um projeto que leva a arte de rua para a grade da USP.

Como você avalia a street art feita no Brasil atualmente?

Além do graffiti, que tem lançado permanentemente novos talentos, surgiram novos movimentos artísticos que se ocupam do espaço urbano: poesia, lambe-lambes, projeções, mapeamentos, etc. Essas linguagens têm atraído novas gerações para as ruas e prometem mais ação.

O que mudou de dez anos pra cá? Concorda que a street art virou mainstream por volta de 2008?

A arte urbana ainda não é mainstream, apenas saiu da criminalização total a que estava colocada. Mas ainda existe muito preconceito e ignorância à respeito do graffiti, pixação e outras formas de artes urbanas. Ainda carecemos de livros, de cursos sobre o assunto, dessa matéria fazer parte dos currículos de faculdades de arte. Ainda estamos longe disso. No ano passado, comecei uma parceria com a USP para introduzir um programa sobre a arte urbana envolvendo diversas faculdades: artes, comunicação, arquitetura, urbanismo, turismo, ciências sociais e educação. O programa chama USP_URBANA.

Quais artistas você considera relevantes no Brasil de hoje?

O que o Brasil tem de melhor é o espírito coletivo e colaborativo. Acho que isso é mais importante hoje em dia do que as individualidades. Mas hoje, trabalho com um time que eu admiro muito: Daniel Melim, Tec, Alê Jordão, Coletivo BijaRi, Narcélio Grud de Fortaleza. Alguns outros artistas urbanos com quem eu tenho trabalhado em projetos paralelos e educativos são o Coletivo Transverso de Poesia, Lau Guimarães, Simone Siss, Celso Gitahy, Guilherme Teixeira, entre outros.

Quem é o Baixo Ribeiro e onde encontrá-lo?

Sou um incentivador do uso do espaço urbano para melhorar as vidas das pessoas. A arte tem muito a contribuir com a educação para construirmos uma cidade do futuro mais criativa. A cidade é uma ferramenta de desenvolvimento humano – só precisamos aprender a usar! Eu estou sempre na Choque Cultural: Rua Medeiros de Albuquerque 250, Vila Madalena e no endereço do Itaim: Rua Comendador Miguel Calfat 213.

Veja a nova campanha Evoke True clicando aqui.
http://evoke.com.br/true

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *