DICA DE ARTE DA EVOKE: CONHEÇAM GUY LARAMEE

Guy Laramee já fez de tudo um pouco - foi escritor, diretor, compositor, fabricante de instrumentos musicais, cantor..

Dica de arte Evoke

Guy Laramee já fez de tudo um pouco - foi escritor, diretor, compositor, fabricante de instrumentos musicais, cantor..

Evoke dá dica de arte

Evoke dá dica de arte

Guy Laramee já fez de tudo um pouco – foi escritor, diretor, compositor, fabricante de instrumentos musicais, cantor… -, há mais de 30 anos vem se dedicando às artes plásticas e, nos últimos tempos, tem chamado chamado atenção transformando bíblias e livros velhos em esculturas 3D épicas e cheias de fantasia no estilo O Senhor dos Anéis.

Aqui, você vê imagens do seu novo projeto, Guan Yin, dedicado  às forças que permitem aos indivíduos a suportar dor e sofrimento, ou, em suas palavras, “às misteriosas forças graças à qual podemos atravessar provações.”

Para quem está perto de Quebec, cidade de nascimento de Laramee, uma série de trabalhos do artista está em exibição na Expression Gallery, em Saint-Hyacinthe. O olho que tudo lê!

 

Evoke dá dica de arte

Guy Laramee já fez de tudo um pouco - foi escritor, diretor, compositor, fabricante de instrumentos musicais, cantor..

Guy Laramee já fez de tudo um pouco - foi escritor, diretor, compositor, fabricante de instrumentos musicais, cantor...

Evoke dá dica de arte

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Abaixo, segue uma interessante declaração, traduzida “meio toscamente” da original,  no site oficial do artista, através da qual ele expressa o seu ponto de vista quanto à situação da Cultura atualmente e a relação dessa realidade com a suas obras.

 

A erosão das culturas – e de “cultura” como um todo – é o tema que percorre os últimos 25 anos da minha prática artística. Culturas surgem, se tornam obsoletas e são substituídas por novas. Com o desaparecimento das culturas, algumas pessoas são deslocadas e destruídas. No momento, somos informados de que o livro de papel está fadada a morrer. A biblioteca, como um lugar, está acabada. Pode-se perguntar então “e daí?”. Será que realmente acreditamos que “novas tecnologias” irão mudar alguma coisa sobre o nosso dilema existencial, sobre a nossa condição humana? E mesmo se pudéssemos alterar o conteúdo de todos os livros sobre a terra, isso mudaria alguma coisa em relação ao domínio do conhecimento analítico sobre o conhecimento intuitivo? O que há em nós mesmos que insiste em se agarrar, em lançar o fluxo da experiência sobre conceitos?

Quando eu era jovem, eu estava muito chateado com as ideologias do progresso. Eu queria destruí-las, mostrando que ainda somos primitivos. Eu tinha a intuição profunda de que como espécie, não tínhamos evoluído muito. Agora vejo que a nossa crença no progresso deriva de nossa fascinação pelo conteúdo da consciência. Apesar das aparências, a nossa obsessão atual em alterar as formas como acessamos a cultura nada mais é do que  uma manifestação deste fascínio.
Meu trabalho, em 3D, bem como na pintura, origina-se da idéia de que o conhecimento final poderia muito bem ser uma erosão, em vez de um acúmulo. O título de uma das minhas peças é “Todas as idéias são parecidas”. A arte contemporânea parece ter esquecido que há um exterior ao intelecto. Eu quero examinar o pensamento, não só ‘o que’ pensamos, mas “que nós pensamos”.

Então eu faço esculturas de paisagens em livros e pinto paisagens românticas. Montanhas de conhecimento em desuso voltam para o que elas realmente são: montanhas. Elas são corroidas um pouco mais e se torna montanhas. Em seguida, se achatam e se tornam campos onde aparentemente nada está acontecendo. Pilhas de enciclopédias obsoletas retornam àquilo que não precisa dizer nada, que simplesmente é. Nevoeiros e nuvens apagam tudo que sabemos, tudo o que pensamos que somos.

Após 30 anos de prática, a única coisa que eu ainda quero fazer com minha arte é isso: projetar nós mesmos nessa espessa “nuvem do não saber”.

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