Evoke Back in the Days # Contracultura

A palavra contracultura é auto explicativa: uma cultura que vai contra o status quo, ou seja, contra as regras e imposições da sociedade atual. Este termo subversivo foi calcado nos anos 50, nos EUA, junto com o movimento da Beat Generation. A geração beat assim foi chamada em 1948 pelo escritor norte-americano Jack Kerouac, que introduziu a frase para caracterizar o submundo da juventude anti-conformista numa Nova York pós 2ª Guerra Mundial.

Em sentido horário, a partir da esquerda: poeta Gregory Corso (de costas), pintor e músico Larry Rivers, escritor Jack Kerouac, músico David Amram e escritor e poeta Allen Ginsberg em Nova York, no final dos anos 50. Foto: John Cohen/Getty Images.

Os chamados beatniks (fusão de beat com sputnik, uma alusão ao mais famoso foguete Russo) formaram um movimento contestador sociocultural e, principalmente literário, que pregava um lifestyle antimaterialista. Outros autores como Allen Ginsberg e Charles Bukowski eternizaram essa retórica em seus livros. A contracultura surgiu entre pessoas intelectuais, que procuravam estudar o que a mídia não abordava e que abominavam a falta de pensamento crítico.

Nos anos 60, essas ideias se tornaram fruto do principal movimento contracultural já existente: o movimento hippie. O mundo inteiro, enfim, tomou ciência da vontade de uma juventude que se opunha radicalmente aos valores culturais da sociedade, como trabalho, patriotismo e nacionalismo, ascensão social e estéticas impostas pela sociedade de consumo.O feminismo também falou alto durante o período. O marco principal da cultura hippie foi o festival Woodstock, que aconteceu no estado de Nova York em 1969.

foto: reprodução

Outro movimento de massa foi o punk, popularizado na Inglaterra durante os anos 70. A falta de empregos foi o fator decisivo para que os jovens perdessem as esperanças no futuro. E já que ninguém esperava nada de ninguém, o lema “Do it Yourself”, ou seja, “Faça Você Mesmo” era unânime entre os punks. O movimento contracultural punk se estendeu pelos anos 80 e gerou bandas com músicos que não sabiam tocar, mas que gritavam alto para colocar em pauta o descontentamento. Gerou stylists que não sabiam o que era moda e, sem querer, politizou uma geração. O resultado foi uma estética bem agressiva focada em chamar a atenção da sociedade para a crise.

Sid Vicious, o lendário baixista dos Sex Pistols. Foto: reprodução.

No final dos anos 60 e durante os 70, muitos jovens que seguiam a filosofia hippie – influenciada por Ghandi – deixaram os EUA e foram para a Índia. Paraísos praianos como Goa foram tomados por essas pessoas, que buscavam aflorar a espiritualidade em contato com a natureza. A fusão de jovens hippies com conhecimento de produção musical e muita vontade de experimentar com alguns yuppies que iam para Goa de férias foram os ingredientes para o surgimento do Goa Trance nos anos 80. Um dos ícones desse movimento foi o DJ e produtor musical Goa Gil, que inclusive já tocou no Brasil algumas vezes.

Goa, Índia nos final dos anos 70. Foto: reprodução.

De Goa para Manchester (Inglaterra) e Berlim (Alemanha): foi entre o final dos 80 e os anos 90 que o movimento rave se popularizou e surgiram diversos estilos de música eletrônica: acid techno, jungle, breakbeat e drum and bass. A cena eletrônica estava construída na Europa e na virada dos anos 90 para 2000, a rave virou febre no mundo inteiro.

O icônico smiley face ilustrando a camiseta. foto: reprodução.

Em paralelo ao que ocorria na Europa, o hip hop se popularizava nos EUA. Grafites pelas ruas anunciavam uma nova geração de artistas plásticos: aqueles que ousavam, contestavam e saíam dos padrões, sempre acompanhando a musicalidade rimada produzida pelo DJ e o MC. Arte de guerrilha.

Grafite em NY nos anos 80. Foto: reprodução

A cena rave contemporânea ao movimento hip hop foram os últimos grandes movimento de contracultura. Ambos tiveram desdobramentos em âmbito mundial junto com a globalização nos anos 90.

E hoje? Onde está a contracultura?

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