EVOKE ENTREVISTA # IGGOR CAVALERA

Renovar sempre foi importante pro Iggor Cavalera, cultuado baterista e fundador do Sepultura que colocou o Brasil na espinha dorsal da história da música. Com o feito nas costas e a companhia da esposa, a produtora e DJ Laima Leyton, e do parceiro de produção Max Blum, há três anos o Iggor partiu pra um novo projeto: o MIXHELL, trio alucinante de música eletrônica que acaba assinar uma collab exclusiva pra Evoke, o Evoke Mixhell Signature Series.

Aproveitando a energia dessa novidade que acaba de batizar a nossa coleção (o lançamento oficial é amanhã, fica ligado), batemos um papo por e-mail com o Iggor, que contou um pouco da sua vida atualmente, como é a relação com a Evoke e preparou uma playlist especial pra gente com o que ele tem escutado, material fino que disponibilizamos abaixo em primeira mão. Aperta o play e curte aí. Play louder!

Foto Arthur Pagni

E – Quando o Sepultura foi formado, você tinha só 13 anos. É uma vida na música, tocando, viajando. Como é viver esse universo, que é só um sonho pra maioria?

I – Na real eu não sei como é uma vida diferente. Gravei meu primeiro disco com 14 anos e não parei até hoje.

 

E – Você veio do metal, incluiu elementos tribais no som do Sepultura, fez parcerias com muita gente do hardcore, do hip hop e hoje tem um projeto de música eletrônica. Como se deu essa transição, você sempre curtiu música eletrônica?

I – Eu sempre busquei coisas diferentes em todos os momentos da minha vida. No metal, gravei desde hip hop até músicas com os índios Xavantes. Trabalhar com música eletrônica hoje nada mais é do que uma evolução natural para mim. Na música não há fronteiras e os rótulos mais prendem e segmentam. Para mim se a música é boa não importa o gênero.

Mixhell

 

E – Como é a sua relação com o Brasil, com a cultura brasileira?

I – O lance mais legal do Brasil é a mistura. A influência clara européia e a nativa se misturam de um modo muito interessante. Há ainda uma dependência cultural e econômica da América do Norte. Não existe nenhum país como este, que por vezes se caracteriza em coisas muito positivas e outras em lances muito negativos e desorganizados. Atualmente tenho uma relação de amor e desamor com a nossa cultura.

 

E – Você já teve uma marca de roupas, fez parcerias com outras marcas, sempre teve um visual bem pessoal – no começo, usava umas camisetas que ninguém conseguia no Brasil, que tirava ninguém sabe de onde -… como é a sua relação com a moda?

I – Sempre curti usar coisas diferentes, mas procuro não seguir nenhuma tendência. Acho que a minha relacão é mais de antimoda do que de segui-la.

O visual do Iggor na década de 80 com o Sepultura com camiseta do Cramps. Foto divulgação

 

E –  O que é estilo pra você? Como você vê o seu estilo?

I – Para mim, estilo é você se sentir confortável com o que está usando. Meu estilo hoje em dia esta cada vez mais tiozinho.

O Iggor tiozinho, segundo o próprio. Foto divulgação

 

E –  No Mixhell, você toca com a Laima, sua mulher, seus filhos acompanham você bastante, vão em turnê junto… como a sua família participa/ compartilha a música?

I – Cheguei a um ponto em minha vida que não quero estar longe das pessoas que amo. Trampo com meu irmão e com minha mulher. Família para mim é a coisa mais importante da vida e tenho sorte de poder trampar num lance em que a família pode estar junto, compartilhar e crescer juntos. Isso não tem preço.

Família reunida. Os “meus, seus e nossos” totalizam 5 herdeiros: Joanna, Raissa e Ícaro, do primeiro casamento, Antônio, com a Laima, e o enteado Pedro. Foto divulgação 

 

<3

Foto divulgação 

 

E – A gente sabe que você coleciona toys, camisas de futebol, tem vários hobbys… O que mais você coleciona? Como é o seu lado de colecionador?

I – Colecionar tem a ver com buscar o que é diferente, único. Acho que é um desdobramento do que faço na música. Coleciono ímas de geladeira de lugares que vou, e a Laima coleciona imagens religiosas.

 

E – Você também surfa, luta Jiu Jitsu, faz snowboarding… certo? Como é a presença do esporte na sua vida?

I – Hoje em dia os esportes que mais faço é correr e andar de skate com os filhos. Esporte tem que ser prazer, não obrigação.

 

E – O que você escuta normalmente?

I – Tenho ouvido bastante Disco, Rockabilly e House.

 

E – E como é a batida com a Evoke?

I – A minha relação com a Evoke é uma relação de família. Já fizemos trampos juntos desde o Sepultura, já passamos férias juntos, são amigos de verdade, Famiglia Evoke.

 

E – Evoke X Mixhell é….

I – O futuro presente.

Foto João Brognoli

 

Amanhã, o futuro presente continua, com o lançamento oficial do Evoke X Mixhell; fica ligado, que mostraremos aqui em primeira mão todos os detalhes do produto com fotos inéditas eo vídeo oficial da parceria. Por enquanto, uma amostra do que vem por aí. Sente a batida!

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A playlist do Iggor:

Bad Brains – I Against I

LCD Soundsystem – Disco Infiltrator

Black Flag – Gimme Gimme Gimme

Gui Boratto – Plie

Chico Buarque – Construção

Black Sabbath – The Writ

The Meteors – Girl Meat Fever

Jaydee- Plastic Dreams

Ministry – (Everyday is) Halloween

Black Strobe – Pagan Dance

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