LANÇAMENTO # EVOKE x MARKONE SIGNATURE SERIES

A Evoke reafirma seu DNA na arte.

Evoke x Markone Signature Series. O lançamento da Evoke em homenagem ao aniversário da cidade de São Paulo.

 [+] http://bit.ly/1emJT3

Com um traço único e estilo bem característico, Markone é um nome forte da cena do graffiti no Brasil. Expandindo sua arte ao longo dos anos, traçou a adaptação perfeita, dos muros para a pele, tornando-se um dos maiores tatuadores da atualidade. Markone reafirma sua conexão com a Famiglia Evoke em uma sinergia que se alimenta do urbano, de quem vive a verdade das ruas.



O modelo escolhido foi o EVK 11, ícone de estilo da nossa coleção. Os óculos foram produzidos com a técnica inovadora do sanduíche de acetato, desenvolvida pela Evoke, que prensa entre duas camadas de acetato italiano um pedaço único de tecido, com estampa desenhada à mão pelo próprio Markone. Isso significa que cada uma das 100 peças produzidas para essa collab é única e totalmente exclusiva.

Além disso, as tintas que foram utilizadas no processo de estamparia são especiais para o graffiti e para a tatuagem, fazendo a justaposição perfeita dos dois universos que permeiam o trabalho do artista.

Batemos um papo com o artista, direto de seu estúdio, no bairro do Pari, zona norte de São Paulo. Confere.

Evoke: Como o desenho e o graffiti entraram na sua vida?

Markone: Eu sempre desenhei e com o tempo fui desenvolvendo cada vez mais essa habilidade. Apoiado pela minha família, pude participar de exposições internacionais, concursos de educação artística e exposições no colégio. Tudo isto com 12 e 13 anos. Com 17, comecei a fazer graffiti. Na época (início dos anos 90), eu gostava muito. Quando via um, sempre parava pra ver e apreciar. Ficava imaginando como faziam aquilo, quais eram as técnicas e materiais. Isto me despertou a vontade de iniciar.

 

EVK: Conte-nos um pouco mais da sua história como tatuador.

Markone: Eu já fazia graffiti desde 1995 e em 2001, decretei um início de uma nova vertente da arte para minha vida. Em menos de um mês, fui convidado para trabalhar em um estúdio aqui em São Paulo. A minha empolgação irradiava e envolvia todos que estavam sabendo da notícia. Em pouco tempo, comecei a espalhar desenhos para o público do Hip Hop, indo de encontro com o segmento do graffiti, que eu já exercia há algum tempo. Abri meu próprio estúdio em 2004, no centro de São Paulo e aí sim consegui êxito total na profissão. Parecia uma confiança a mais que os clientes colocavam, mesmo alguns não conhecendo meu trabalho. Simplesmente ficavam sabendo que eu também fazia graffiti. Era um cartão de visita infalível.

Logo depois, em 2006, fiz meu website. Via que os tatuadores não se importavam com as redes sociais, coisa que eu vejo como um acessório direto para a conexão profissional com as pessoas. Um site poderia enfatizar ainda mais o que eu buscava, principalmente na minha trajetória pelo graffiti. Ou seja, ser ainda mais valorizado, ter uma estrutura que muitos não se preocupavam.

 

EVK: Você teve algum mentor, tanto no graffiti quanto na tatuagem?

Markone: Em 20 de novembro de 1995, passou na TV um evento dos 300 anos de Zumbi e no palco vi um cara pintando ao vivo. Resolvi no dia seguinte ir comprar minhas tintas e começar a fazer. O problema é que aqui “de menor”, não podia comprar sprays, então dei um jeito. Comecei a pintar pelo meu bairro, no Canindé, (localizado no distrito de Pari, em SP), onde vivo até hoje e em muitos lugares do Brasil. Anos depois conheci o grande mestre “Speto”, que estava pintando no evento de 95, e comecei a acompanhar vários trabalhos comerciais dele com grandes marcas e bandas. Posso dizer que foi o principal mentor e inspiração para o graffiti, para eu chegar onde eu cheguei no graffiti mundial. Seguimos pintando. No inicio da Tattoo dois caras foram fundamentais nos ensinamentos: meus amigos Chivitz e Marone. Juntos formamos o primeiro coletivo de Graffiti/Tattoo do Brasil, o Neurose Urbana Crew.

 

EVK: O que você mais gosta na sua profissão?

Markone: A parte que eu mais gosto tanto da tatuagem quanto no graffiti é essa comunicação visual e a interação de pessoas. Artistas ou não.

 

EVK:  Você ainda graffita?

Markone: Nos dias de hoje faço o graffiti nas ruas, e também quando viajo para outros países. São muitas as conexões de equipes que tenho pelo mundo. Faço parte de equipes tradicionais do graffiti que foram fundadas nos anos 70 e 80 nos Estados Unidos, como a “I.B.M” e outra chamada “XMEN”. São equipes com as quais pintei, com integrantes de Nova Iorque e Miami. Onde for pela América sou recebido e saímos pintando pelas ruas.

 

Markone e Sampa

EVK:  A gente sabe que São Paulo é uma referência importante no seu trabalho. Fala um pouco da cidade pra gente: o que ela representa para você?

Markone: Hoje com meus 35 anos de idade e quase 20 como desenhista profissional, agradeço eternamente à minha cidade por tudo que ela proporcionou pra mim até hoje. Na cena do graffiti, por ser mundialmente reconhecida pela sua grande diversidade de estilos e pinturas, e na tatuagem também por ser muito respeitada. Consegui misturar essas duas partes, podendo atender e renovar uma ideia que até então a tatuagem era coisa de roqueiro, no caso envolvendo um estilo musical. Nada contra, mas, na minha cabeça não era só issso. Percebi que onde andava, festas que frequentava não havia muita tatuagem na galera. Precisava mostrar que tínhamos espaço também e esquecer esse esteriótipo de segmento musical. Sendo que a arte foi feita para todos, na minha visão.

 

EVK: No aniversário de São Paulo, o que você gostaria de dar de presente para a cidade?

Markone: Um pressente que eu poderia dar à São Paulo? Nunca pensei nisso, e acredito que naturalmente sempre dei presentes para a cidade. No caso, pintando paredes em todos os cantos dela e tatuando muita gente daqui. Pensando na mudança da visão sobre a tatuagem numa cidade que alguns ainda descriminam. Acredito que presente melhor como esse óculos não terá para cidade, vindo da minha parte, que inclui a ideia do Tattoo/Graffiti, amada por muitos e odiada por alguns. Pensando na data, depois nas cores representativas, isso resumiu bem não só o meu presente como o da também marca paulistana Evoke.

 

 Evoke e Markone

EVK: Como começou a relação com a Evoke? De onde vem essa sinergia?

Markone: Desde que nos conhecemos em 2005, a Evoke tem sido uma verdadeira aliança. De muito respeito, amizade e profissionalismo. Que permite juntar a minha arte com a tradição da marca pelo mundo. A fusão desencadeada, se deu através de uma tatuagem que eu fiz em 2005, em um cliente que tinha encomendado uma tattoo no peito com a imagem da marca. E ele era amigos dos caras, e me perguntou se poderia deixá-lo levar os responsáveis pela marca para que o processo fosse filmado. Eu disse que sim, e que também já havia ouvido falar da Evoke antes. Eu o tatuei no meu estúdio, e filmaram tudo. O resultado foi espetacular.

 

EVK: Como surgiu a ideia de fazerem um óculos em colaboração?

Markone:  Há alguns anos pensamos na elaboração desse óculos, e em 2013 firmamos de vez que ele saíria em 2014. Pensamos também como objetivo para o ínicio do ano, e automaticamente veio a ideia do dia do aniversário de São Paulo, em 25 de janeiro. Hoje em dia vejo que a “arte” uniu toda essa força resultando não só em um produto, e sim, em um óculos que simboliza a verdadeira Famiglia, de anos e anos de sintonia positiva e experiência de ambas as partes. Me ogulho de usar esses óculos, e saber que não é á toa que estou carregando comigo um nome que posso confiar em todos os sentidos. Porque o tempo também nos mostrou isso. O momento era exatamente esse para ser lançado, sem dúvida nenhuma o EVK 11, ainda mais por ser o aniversário da nossa cidade com 460 anos e pensando nisso projetamos pra ser concretizado com meu esforço e da equipe da Evoke.

 

EVK: Como foi o processo criativo?

Markone: Na elaboração, pensamos em ser um óculos em acetato preto brilhante por fora e transparente por dentro. Fazendo a junção das duas partes com um tecido que pintei no meio, dando pra se ver na parte interna do óculos, com a textura do tecido e a pintura feita com tinta preta de tatuagem e sprays vermelho e cinza, simbolizando as minhas duas funções na arte com as cores da bandeira de São Paulo. Além do meu logotipo em marca d´água, “Tattograff”, nome que carrego comigo por vários anos juntamente com Markone. Seguir representando e atuando nesses dois seguimentos, sem jamais deixar enfraquecer qualquer um dos lados.

 

“Tinta no mundo”

Evoke x Markone Signature Series. A combinação perfeita do lifestyle urbano da Evoke em linhas contemporâneas que traduzem o estilo dessa metrópole multicultural que é São Paulo.

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