MOSTRA DOS 60 ANOS DA BIENAL DE SP ABRE AMANHÃ

Abre amanhã para o público a exposição Em Nome dos Artistas, organizada para comemorar os 60 anos da Bienal de São Paulo, celebrados este ano. Em cartaz até o dia 04 de dezembro, a mostra – realizada no tradicional pavilhão do Parque Ibirapuera projetado por Oscar Niemeyer – reúne algumas das obras mais representativas da produção norte-americana dos últimos 30 anos, vindas do acervo do museu de Oslo Astrup Fearnley – uma das coleções de arte contemporênea mais importantes do mundo. Os “netos” de Andy Warhol Jeff Koons, Richard Prince e Cindy Sherman são alguns dos expositores. Em diálogo com essa geração de artistas, a Em Nome dos Artistas apresenta ainda um conjunto de trabalhos do britânico Damien Hirst, outro grande referencial da arte contemporânea do nosso tempo.

Curiosamente, a maior parte dos artistas da expo comemorativa nunca participou da Bienal de São Paulo, ou que esteve presente com pouca visibilidade. Segundo a organização do evento, isso foi uma decisão intencional, para trazer ao Brasil um recorte de trabalhos de grandes nomes da arte contemporânea com o qual os apreciadores da arte nunca tiveram a chance de estar em contato. De acordo com eles, essa curadoria fresh, de Gunnar Kravan, diretor do museu  norueguês, é também um esquenta para a 30 edição do evento de arte da capital paulista, que acontece no ano que vem.

Mother and Child Divided, de 1993, obra do artista britânico Damien Hirst. Durante a década de 90, Hirst se tornou o líder dos Young British Artists – grupo de artistas ingleses que ganhou grande fama internacional -, dominando a arte do país durante toda aquela década. A morte é o tema central de sua producão, sempre rodeada de polêmicas por todos os lados. A peça acima faz parte de uma de suas séries mais conhecidas, a Natural History, que mostra animais mortos (muitas vezes cortados ao meio) conservados em tanques de formol. Seus trabalhos The Physical Impossibility Of Death In the Mind Of Someone Living (A impossibilidade física da morte na mente de alguém vivo – um tubarão-tigre mergulhado em formol) e For the Love of God (Pelo Amor de Deus – uma caveira humana com mais de oito mil diamantes incrustados) arrecadaram alguns dos valores mais altos já pagos pela obra de um artista vivo (em torno de 100 milhões de dólares); sua fortuna é estimada em 364 milhões de dólares. Este ano, ele foi chamado pelo Red Hot Chili Peppers para assinar a capa de seu novo disco, I’m With You. Sim, a mosquinha, além de chapada, é milionária!

 

Saint Benedict, de 2000, do artista Jeff Koons. Excessos kitsch e grandiloquências fizeram de Koons uma celebridade, e abriram as portas da indústria do entretenimento para as artes visuais. Entre seus trabalhos mais conhecidos, estão cachorros metálicos gigantes, esculturas e pinturas em que ele aparece transando com a estrela pornô Cicciolina, sua ex-mulher, e uma estátua dourada de Michael Jackson com seu chimpanzé de estimação. Seu neo-pop ou pós-pop inspirado em Salvador Dalí, Manet e Picasso divide opiniões: muitos o consideram pioneiro e de grande importância artística, e outros tantos acham seu trabalho exagerado e de mal gosto. Aqui segue uma ótima entrevista concedida por ele para a Folha de São Paulo.

A fotógrafa Cindy Sherman, o pintor e fotógrafo Richard Prince e o escultor Matthew Barney são outros artistas que alcançaram estatus de celebridades, com uma arte linkada com a cultura visual contemporânea, pop, sedutora e excêntrica, que a Bienal de SP escolheu para celebrar no seu aniversário de 60 anos. A  exposição também inclui produções de Felix Gonzales-Torres, Doug Aitken, Shirin Neshat, Nate Lowman, Paul Chan, Frank Benson, Dan Colen e Terence Koh (famoso por ser amigo da estrela pop Lady Gaga, já vendeu até seus próprios excrementos folhados a ouro), entre outros nomes menos vistosos, mas também consagrados.

Em Nome dos Artistas
De 30 de setembro a 04 de dezembro, no Pavilhão do Ibirapouera, portão 3
terça, quarta, sexta, sábado e domingo das 9 às 19h (entrada até às 18h)
quinta-feira das 9 às 22h (entrada até às 21h).

 

 

 

 

 

 

 




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